quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Dólar opera em alta nesta quinta

 

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Na véspera, moeda norte-americana fechou a R$ 1,661 na venda.
Baixa nesta quarta-feira (9) foi de 0,35%.

O dólar comercial opera em alta nesta quinta-feira (10). Por volta das 9h55, moeda estava a R$ 1,665 na venda, variação positiva de 0,24%.

Nesta quarta-feira (9), a moeda norte-americana fechou em baixa de 0,35%, vendida a R$ 1,661. Foi o segundo dia seguido de queda. Na semana até esta quarta, o dólar acumulava queda de 0,89% e, no ano, desvalorização é de 0,30%.

Rotas comerciais na América do Sul são favorecidas pelas rodovias

 

Novas rodovias cruzando a América do Sul do Atlântico ao Pacífico consolidarão o papel do Brasil como líder continental, dando-lhe novas opções de exportação para a Ásia.

Essas estradas não alterarão os padrões globais de comércio como fez o Canal do Panamá, mas seu impacto será considerável.

O Peru diz que as rodovias, que no futuro estarão conectadas a cinco de seus portos, ajudarão o país a virar uma rota estratégica no comércio entre dois dos maiores mercados emergentes do mundo: Brasil e China.

A primeira de três rotas transcontinentais que passam pelo Peru está prestes a ser inaugurada e terá 5.438 quilômetros. Outra estrada, ligando o Brasil ao Chile, via Bolívia, foi inaugurada no final de 2010.

Esses projetos são um exemplo concreto dos investimentos "sul-sul," em que mercados tradicionais nos países desenvolvidos são evitados, refletindo uma alteração mais ampla na economia global.

"O Brasil sempre esteve voltado para o Atlântico porque nunca teve uma forma eficiente de chegar ao Pacífico e ter uma ligação com os países asiáticos. (...) Agora há uma alternativa," disse o presidente da agência reguladora de transportes do Peru, a Ositran, Juan Carlos Zevallos.

Zevallos disse que as novas obras irão alterar a paisagem geopolítica, à medida que a China precisar de mais alimentos, minérios e petróleo da América do Sul..

A Ositran supervisiona US$ 5 bilhões em concessões de infraestrutura e grande parte dos gastos são para projetos "interoceânicos."

"O Brasil está obtendo uma presença estratégica no Peru por causa da sua orientação para a Ásia (...), e o Peru se beneficiará com esta oportunidade geopolítica histórica de vincular seu futuro à economia mundial".

A empreiteira brasileira Odebrecht, que participa da construção da rodovia, planeja investir US$ 10 bilhões em infraestrutura no Peru nos próximos cinco anos, em projetos energéticos, hídricos e rodoviários.

(Informações: Agência Reuters / Foto: Divulgação)

Movimento do porto de Santos em 2010 é recorde

 

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Após encerrar 2010 estabelecendo marcas recordes para todos os meses do ano, o porto de Santos totalizou movimentação de 96 milhões de toneladas de carga -- incremento de 15,4% sobre o total registrado em 2009 (83,1 milhões toneladas).

Esse volume está 9,5% acima do estimado pela Autoridade Portuária (87,6 milhões toneladas), que havia projetado, no início de 2010, índices conservadores de crescimento por conta do período pós-recessão na economia mundial.

As importações somaram 31,8 milhões toneladas, um crescimento de 33,5% sobre as 23,8 milhões toneladas movimentados em 2009. Já as exportações, mesmo com um aumento em torno de 8,1%, totalizaram 64,1 milhões toneladas.

O aumento na movimentação foi impulsionado, principalmente, pelo desempenho dos granéis sólidos e de carga geral conteinerizada. Entre os granéis sólidos de exportação destacam-se o açúcar, que atingiu crescimento de 14,8%, totalizando 19,4 milhões toneladas; e o milho, com 5,5 milhões toneladas, incremento de 56,6%.

Na importação as melhores performances ficaram com o carvão (3,6 milhões toneladas), aumento de 51,0%; com o enxofre (1,8 milhão t), crescimento de 31,0%; e trigo (1,5 milhão toneladas) cujo desempenho ficou 23,0% acima de 2009. Já a carga geral conteinerizada cresceu 20,9% em relação ao ano anterior, somando 2,7 milhões TEU.

Do total movimentado no porto de Santos em 2010, os granéis sólidos responderam por 46,9% (45,0 milhões toneladas); a cargas geral (incluindo contêineres) por 36,7% (35,2 milhões toneladas) e os líquidos a granel por 16,4% (15,7 milhões toneladas).

A movimentação de veículos totalizou 345.411 unidades, das quais 95.709 foram desembarcadas e 249.702 foram exportadas, representando um crescimento de 61,2% em comparação a 2009 (214.247 unidades).

O número de navios atracados somou 5.748, um aumento de 0,3% em relação a 2009 (5.731 embarcações).

A expectativa da Autoridade Portuária para 2011 é atingir 101 milhões de toneladas, um incremento de 5,2% em relação ao realizado em 2010. Para os sólidos a granel está sendo projetado um aumento de 4,9%, enquanto os líquidos a granel devem crescer em torno de 5,1% e a carga geral cerca de 7,4%. Os maiores destaques são para as expectativas de crescimento das movimentações de minério (39,6%), carvão (13,9%), cargas conteinerizadas (8,9%) e soja (7,3%).

As cargas operadas por Santos somaram US$ 95,8 bilhões, refletindo incremento de 29,45% em relação a 2009. As importações tiveram destaque com aumento de 37,6%, chegando a US$ 45,7 bilhões.  Estados Unidos (17,9%), China (15,8%) e Alemanha (11%) foram a principal origem das importações que passaram pelo porto em 2010. Nas exportações, o crescimento foi de 22,79%, chegando a US$ 50,1 bilhões, com destaque novamente para Estados Unidos (9,7%), China (7,6%) e Argentina (7,6%). (Informações / Foto: Divulgação)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Camex prorroga redução do II de matéria-prima para resina PET

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Foi publicada ontem (20.01), no DOU (Diário Oficial da União), a Resolução nº 2 da Camex (Câmara de Comércio Exterior) que prorroga até 31 de julho de 2011 a redução temporária da TEC (Tarifa Externa Comum) para o ácido tereftálico e seus sais (NCM 2917.36.00), por razões de desabastecimento.

As importações não poderão ultrapassar a cota de 150 mil toneladas.

O produto que continua com redução do Imposto de Importação (II), de 12% para 0%, também conhecido como PTA, é a principal matéria- prima para fabricação da resina pet, o mais importante poliéster comercial, com aplicação nos setores de embalagens, filmes e fibras. 

A Resolução n°2 também determina que o prazo de vigência da redução do imposto terá início no próximo dia 11 de fevereiro, quando termina o prazo da redução temporária para o mesmo produto, estabelecida pela Resolução Camex n°47.

A Secex (Secretaria de Comércio Exterior) do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) poderá editar norma complementar, visando estabelecer os critérios de alocação da cota permitida. ((Informações: MDIC / Foto: Divulgação)

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

PRORROGAÇÃO DA IMPLANTAÇÃO DE REGIME COMUM DO MERCOSUL NÃO DEVE SER CONFUNDIDA COM VIGÊNCIA DE EX-TARIFÁRIOS

 

Em função de consultas recebidas, sobre a correta interpretação do artigo 2º da Resolução Camex nº 93, publicada no Diário Oficial da União de 28/12/2010, vale destacar que a data indicada pelo referido dispositivo não deve ser entendida como prorrogação automática de todos os ex-tarifários então vigentes em dezembro de 2010.
Tal informação decorre da Decisão Mercosul/CMC nº 57/2010, pela qual os países poderão manter, até 31/12/2012, os regimes nacionais de importação de bens de capital atualmente em vigor, ou seja, fica prorrogada a possibilidade de conceder redução das alíquotas do Imposto de Importação na condição de ex-tarifários e sistemas integrados. Trata-se de novo adiamento da implantação do Regime Comum de Bens de Capital não Produzidos, que prevê a redução temporária a zero da alíquota do Imposto de Importação, por até dois anos, da tarifa aplicada pelos Estados Partes do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai).
Portanto, permaneceram inalterados os prazos de vigência fixados em Resoluções da Camex que alteravam o Imposto de Importação na forma de ex-tarifários ou sistemas integrados, observadas alterações posteriores. A definição é clara na segunda parte do texto do referido dispositivo, como pode ser observado na transcrição que segue:
"Art. 2º - Prorrogar, até 31 de dezembro de 2012, as concessões de redução das alíquotas do imposto de importação na condição de Ex-tarifários de Bens de Capital não fabricados no país e Sistemas Integrados que os contenham, respeitados os prazos de vigência estabelecidos nas Resoluções CAMEX que os deferiram."
(aspas)
Fonte : Aduaneiras, 11/01/2011

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Funcionamento do Controle de Valoração Aduaneira

 

A implementação do artigo VII do Acordo Geral de Tarifas e Comércio - GATT 1994 (Código de Valoração Aduaneira), foi aprovado pelo Decreto Legislativo nº 9/81 e promulgado pelo Decreto nº 92.930, de 16.07.86. A aplicação do Código de Valoração Aduaneira foi disposta no Decreto nº 2.498, de 13.02.98, e também nas Instruções Normativas SRF nº 16, 17 e 18, de 16.02.98.

Nos dizeres de Roosevelt Baldomir Sosa (2), o objetivo da valoração aduaneira é o de "determinar, segundo certos princípios técnico-legais, o valor de uma dada mercadoria importada para efeitos da incidência dos direitos da Alfândega. A questão central da valoração aduaneira, portanto, é a fixação de um montante que servirá de base para o cálculo dos direitos aduaneiros".

Determina o Decreto nº 2.498/98 que toda mercadoria submetida a despacho de importação está sujeita ao controle do correspondente valor aduaneiro (art. 2º, caput). Tal controle, por sua vez, será realizado de forma seletiva, no despacho de importação ou na revisão aduaneira, segundo critérios estabelecidos pelos Ministros de Estado da Fazenda e da Indústria, do Comércio e do Turismo (art. 2º, §2º e 3º).

Sendo assim, as mercadorias objeto de investigação serão selecionadas para a comprovação do valor aduaneiro declarado. Tal comprovação ocorrerá a partir do procedimento de verificação da conformidade do valor aduaneiro declarado pelo importador, segundo as regras estabelecidas pelo Código de Valoração Aduaneira (art. 2º, §1º, do Decreto nº 2.498/98).

De acordo com a Instrução Normativa SRF nº 16/98, o valor aduaneiro é o valor da transação da mercadoria importada, conforme definido no Artigo 1 do Código de Valoração Aduaneira ou, na impossibilidade da aplicação desse método de valoração, o valor estabelecido conforme um dos métodos substitutivos previstos nos Artigos 2, 3, 5, 6 e 7 do referido Código.

Com efeito, o Artigo 1 do Código determina que o valor aduaneiro será o valor de transação ajustado, por meio do qual se verifica o preço efetivamente pago, ou a pagar, pelas mercadorias, em uma venda para exportação para o país de importação, desde que não haja vinculação entre o comprador e o vendedor, ou se houver, que o valor seja aceitável para fins aduaneiros (artigo 1, item 1, alínea "d"). Tal método é comumente denominado Método Primeiro.

Havendo vinculação entre as partes, mas sendo o valor da transação aceitável para fins aduaneiros, determina o Código que o fato de haver vinculação entre as partes não constituirá, por si só, motivo suficiente para se considerar o valor da transação inaceitável. Neste caso, as circunstâncias da venda serão examinadas e o valor da transação aceito, desde que a vinculação não tenha influenciado o preço (Artigo 1, item 2, alínea "a").

Todavia, caso fique demonstrado que o valor da transação indicado pelo importador não é representativo de uma venda em condições de livre-concorrência, tendo sido influenciado ou afetado por relações de interdependência entre comprador ou vendedor, ou mesmo nos casos de cessão de mercadorias a título não oneroso (como o comodato), ou ainda no caso de aluguéis e leasing (arrendamento mercantil) busca-se, por meio do Método Segundo, o valor da transação de mercadorias idênticas àquela sob valoração para importações realizadas (Artigo 2).

Na ausência de mercadorias idênticas àquelas sob valoração, deve ser adotado o Método Terceiro, qual seja, o valor de transação de mercadorias similares à importada. Contudo, na impossibilidade de aplicação desse método, o Código prevê outros três métodos alternativos, para solucionar o problema da valoração da aduaneira.

Assim, poderá vir a ser utilizado o método dedutivo, também chamado de Método Quarto, pelo qual se deduz o valor aduaneiro, a partir de uma decomposição do valor de revenda alcançado pela mercadoria, ou por mercadoria idêntica ou similar àquela objeto da valoração aduaneira.

Caso não possa ser aplicado o método dedutivo, será utilizado o Método Quinto, ou método computado, que baseia-se, principalmente, na verificação do custo ou valor dos materiais e da fabricação ou processamento, utilizados na produção das mercadorias importadas (Artigo 6). Por sua vez, na impossibilidade de aplicação dos métodos acima referidos, o valor da mercadoria será determinado pelo Método Sexto, denominado método residual, usando-se critérios razoáveis condizentes com os princípios e critérios constantes do Código, e ainda, com base em dados disponíveis no país de importação (Artigo 7º).

Leia em: http://www.comexdata.com.br/index.php?PID=1000000309#ixzz1AionU82f

PRIMEIRA SEMANA DO ANO REGISTRA EXPORTAÇÕES DE US$ 2,781 BILHÕES

Balança comercial tem déficit de US$ 486 milhões nos primeiros cinco dias úteis de 2011

As exportações brasileiras na primeira semana de janeiro (1º a 9) de 2011, com cinco dias úteis, foram de US$ 2,781 bilhões, com média diária de US$ 556,2 milhões. No mesmo período, as importações somaram US$ 3,267 bilhões, com média diária de US$ 653,4 milhões.

Com estes dados, a semana registrou déficit de US$ 486 milhões, com média diária negativa de US$ 97,2 milhões. A corrente de comércio (soma das exportações e importações) totalizou US$ 6,048 bilhões, com média diária de US$ 1,209 bilhão. Pela média, o valor é 6,2% maior que o de janeiro de 2010 (US$ 1,139 bilhão) e 23,7% menor que o de dezembro de 2010 (US$ 1,585 bilhão).

Exportações e importações

As vendas ao mercado externo na primeira semana do ano tiveram um resultado 1,6% inferior à média de US$ 565,3 milhões registrada em janeiro de 2010. Houve queda nas exportações de manufaturados (-15,5%), com decréscimos para óleos e combustíveis, açúcar refinado, automóveis, calçados, óxidos e hidróxidos de alumínio e aviões. Entre os semimanufaturados (-0,9%), a diminuição foi causada, principalmente, por madeira serrada, borracha sintética e artificial, catodos de níquel e de cobre e alumínio em bruto. Nas exportações de básicos, porém, houve aumento (18,3%), com destaques para minério de ferro, carne de frango, bovina e suína, farelo de soja, milho em grãos e minério de cobre.

Na comparação com dezembro de 2010 (média diária de US$ 909,5 milhões), o resultado das exportações caiu 38,8%, com recuo em todas as categorias de produtos: manufaturados (-37,9%), básicos (-42,4%) e semimanufaturados (-27%).

Nas importações, a média diária apresentou crescimento de 13,8% em relação ao mês de janeiro do ano passado (média de US$ 574,1 milhões). Houve aumento de gastos com adubos e fertilizantes (104,3%), aeronaves e peças (51,9%), máquinas e equipamentos (35,7%), borrachas e suas obras (27,6%), plásticos e obras (14,4%), e produtos químicos orgânicos e inorgânicos (13,8%).

Na comparação com dezembro último (média de US$ 676,1 milhões), as aquisições feitas no mercado externo tiveram queda de 3,4%, com diminuição entre os farmacêuticos (-21,8%), siderúrgicos (-19,9%), automóveis e suas partes (-18,1%), e combustíveis e lubrificantes (-16,4%).

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior